quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Fazendo um teste

Hoje estou fazendo um teste no meu blog. Espero que fique bom.

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Google Wave

Atenção!

Quem usa o Google Wave pode me adicionar para montarmos um wave de assuntos teológicos.

Meu wave é wesleynazeazeno@googlewave.com

Nos vemos lá!

terça-feira, 21 de julho de 2009

Tradição

Não poucas vezes ouvi pregadores descendo a lenha na tradição. Bom, devo admitir que eu mesmo já o fiz. Mas, o diferencial entre mim e eles é que eu sei do que falo, eles não.
Tradição é um mal, está longe de ser um problema. Quando há um problema, geralmente ele está no indivíduo e não na tradição, caso essa tradição seja uma boa tradição.
Mas, infelizmente, esses pregadores bons de boca e péssimos em atos não notam o que o próprio Paulo disse:

Então, irmãos, estai firmes e retende as tradições que vos foram ensinadas, seja por palavra, seja por epístola nossa. II Ts. 2:15

Ora, eu questiono esses anti-tradição e os desafio a mostrarem que é possível ser Cristão sem tradição. É impossível. Até a própria anti-tradição acaba caracterizando uma tradição.
Fomos ensinados a conversar as tradições, que são boas, ensinadas nas cartas e nas palavras do Apóstolos. Não temos mais essa tradição oral, exceto por pequenas porções conservadas na Didaquê. Mas, boas tradições devem ser mantidas, e são importantes.
Eu tenho orgulho, satisfação real e plena de dizer que carrego em minha mente, coração e em meus atos a tradição Reformada. Sim, sou tradicional. Pois, que outra tradição é mais bela e mais fiel ao que fora ensinado por palavra e por epístola Apostólica do que a tradição Reformada?
As outras tradições vivem daquilo que elas criam, de tradições próprias. Nós Reformados carregamos em nossas veias a tradição do ardor pela Verdade. Nós carregamos a tradição de pôr Deus sempre em primeiro lugar e o homem submisso a Deus. Nossa tradição é pregar agradando a Deus, e não aos homens. Temos a tradição de deixar que Deus converta os corações ao ouvirem nossas mensagens, ao invés de apelarmos, achando que por nosso argumento ou nossa ênfase alguém nascerá de novo.
O Reformado tem de ter orgulho de sua tradição. O Reformado não se deixa levar por inovações, por esses ventos de doutrinas de indivíduos que não têm história, e nem futuro. Mas nós, sim, nós temos uma bela e maravilhosa história e um belo e vigoroso futuro, pois servimos a Deus em Espírito e em verdade.
Aqueles que repudiam a tradição que me perdoem, mas, quem não tem tradição não tem história e quem não tem tradição não vive como os bons no passado viveram, mas vivem como os do futuro, se forem sábios, não desejarão viver.

nEle, que tem a boa tradição de ser misericordioso.

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Batismo com água ou em água?


Já há velha, dura 500 anos uma disputa pueril entre batistas e reformados a respeito do batismo. A briga se ampliou com os movimentos evangélicos posteriores a 1700 e com os pentecostais e o que deles surgiu. São todos contra os reformados! Que briga!
De um lado, o Reformado (com letra maiúscula para indicar o sujeito) defende o batismo por aspersão como sendo o modelo bíblico e histórico de se batizar. Do outro defendem que o batismo é por imersão, tendo que imergir totalmente o indivíduo sob as águas, caso contrário, dizem muitos, o batismo é inválido.
A diferença entre ambos está no significado do batismo. Enquanto para o Reformado o batismo é entendido como um rito externo do que aconteceu internamente, para os demais o batismo para mais ser um rito externo que traz efeito interno. Corrijam-me se eu estiver errado.
Não poucas vezes ouve-se o argumento de que o batismo Reformado é incorreto. O argumento começa quase sempre igual: a palavra ‘baptizo’, do grego, significa ‘imergir’, logo, já por apenas isso o batismo por aspersão é incorreto, pois contradiz o próprio sentido do termo. Nada mais incorreto. A palavra ‘baptizo’ não tem esse significado apenas, exclusivo. Não mesmo. É aplicado para qualquer lavação, qualquer derramar de água.
Isso é muito evidente dentro da Bíblia pela aplicação do DERRAMAR do Espírito Santo, o qual é chamado de BATISMO. Ora, quando notamos o Batismo do Espírito Santo em Pentecostes, não vemos o Espírito esparramado num local, como uma piscina, onde os discípulos entravam e se abaixavam para serem imergidos! Claro que não! Como vemos o batismo, então? Um DERRAMAMENTO. As pessoas eram batizadas com o derramar, com a aspersão do Espírito Santo sobre eles. Logo, o batismo do Espírito Santo não é por imersão, mas por aspersão.
Indo mais além, notamos que a fórmula batismo indica que devem-se batizar COM água. Este é um ponto importante. No modelo por aspersão, apenas nele (incluindo afusão, que tem o mesmo sentido) a ministração da água ocorre conforme o indicado: com água. Nos demais, o indivíduo não é batizado com água, mas EM água. No primeiro, COM água, a indicação está de que a água deve ser ministrada às pessoas. No segundo, as pessoas é que são conduzidas, ministradas por assim dizer, à água. Quando afirmo que estou ‘com carro’, não quero dizer, se uso bem meu português, que estou dentro de um carro, mas sim que meu carro me acompanhou até o local aonde fui. Mas, se digo que estou ‘em um carro’, digo que estou dentro dele. É o mesmo caso no batismo. Se batizo com água, então não digo que sou batizado dentro da água, mas com ela, isto é, ela é ministrada a mim. Se quero dizer para ser batizado dentro da água, eu deveria dizer que serei batizado em água, e não com água.
O batismo por aspersão é o batismo verdadeiro, bíblico. É o cumprimento profético do sangue aspergido sobre o altar. É uma figura do Espírito derramado sobre os homens. É o cumprimento da promessa em Ezequiel 36:25:

Então, espalharei água pura sobre vós, e ficareis purificados; de todas as vossas imundícias e de todos os vossos ídolos vos purificarei.


nEle, que DERRAMOU seu sangue. Que DERRAMOU seu Espírito.

sábado, 18 de julho de 2009

Governo Cambalache

Estou me preparando para mudar para o Paraná, para minha querida cidade de Medianeira. Enquanto isso, produzi um pequeno video para expressar meu sentimento pelo governo do PT.
Espero que gostem e que pensem bem antes de votar.

sexta-feira, 17 de julho de 2009

Quem é o diabo?


Participo e modero uma comunidade de teologia no orkut há anos. Por lá há muita, muita opinião minha sobre tanta coisa...
Recentemente, tivemos um debate sobre o diabo. Aqui apresento uma parte que considero interessante e instrutiva sobre a origem do diabo, o qual muito chamam de Lucifer. Segue a transcrição.

Meu Opositor:

A POSIÇÃO ORIGINAL DE LÚCIFER (ISAÍAS 14; 12)

Os eruditos bíblicos geralmente concordam que o “... querubim da guarda, ungido...”, que é referido por Ezequiel (Ezequiel 28:14), e “ ....estrela da manhã (Lúcifer), filho da alva!”, de que fala Isaías (Isaías 14:12), são uma só e a mesma pessoa ou personalidade. Ambas as passagens indicam que se referem a um personagem histórico, ou melhor, pré-histórico. Ambas as passagens falam detalhadamente sobre o orgulho que o animava e que o levou a rebelar-se contra Deus. Ambas as passagens associam-se com a “Luz” e com o “Brilho”. Ambos os personagens (que são um só) foram expulsos do céu por Deus.
O personagem que estamos agora considerando tinha originalmente o nome de “Lúcifer”. Segundo vimos na referência de Isaías, esse nome significa “estrela da manhã”.
Tudo quanto Deus faz, é feito com perfeição. Visto que Lúcifer saiu da mão criadora de Jeová, certamente deve ter sido perfeito em atributos e em caráter (Ezequiel 28:15).
Os querubins são criaturas do mundo invisível, e que, aparentemente, tem por encargo a vigilância na presença de Deus contra os intrusos. Pouco sabemos sobre eles, a não ser que, ocupam lugares de responsabilidade, por nomeação divina ( Gênesis 3:24; Ezequiel 25: 17; Salmos 80: 1) . Lúcifer era o “... querubim da guarda, ungido...”. Foi lhe dada essa posição de distinção pelo próprio Deus. A passagem, considerada como um todo, indica que ele era soberano com habilidade magistral e responsabilidade. As expressões: “... monte Santo de Deus...”; e “...fora do monte de Deus...”, parecem indicar que ele possuía um reino. Nas Escrituras, “montanha”, quando usada simbolicamente, é uma palavra que fala de reino (Isaias 2: 2; Daniel 2: 35) . Sem duvida Lúcifer era o exaltado soberano de um grande reino ou império no passado eterno.
É declarado que Lúcifer esteve no “... Éden jardim de Deus...”, depois de sua criação e antes de seu pecado e expulsão. Foi o seu orgulho, pecado e rebelião que provocou sua degradação e queda. Sua queda o transformou de Lúcifer em Satanás. O pecado já existia no universo antes de Adão e Eva comerem do fruto proibido. Por conseguinte, o Éden de Lúcifer existiu antes do Éden de Adão e Eva. O Éden de Lúcifer bem poderia ser um reino mineral, a julgar por Ezequiel (Ezequiel 28: 13,14). O Éden de Adão era de natureza vegetal (Gênesis 2:5-15). Há muitas evidências, que tanto nas Escrituras como nas formações geológicas, que demonstram que a terra é muito mais antiga que a raça humana.
É uma premissa com o apoio de diversos informes bíblicos acreditar que Lúcifer era o soberano de um extenso império, localizado neste globo terrestre, no passado pré-histórico. Seus súditos sem dúvida eram as legiões de criaturas que atualmente existem como demônios ou maus espíritos. O orgulho tomou conta da mente e do coração de Lúcifer. Suas cinco decisões, registradas em Isaías 14:12-14, mostram que ele resolveu rebelar-se contra o Senhor Jeová; alçando seu trono acima do trono de Deus, e não subserviente ao trono do Senhor; usurpando o trono de Deus; destronizando Jeová como o Supremo Soberano do Universo, entronizando a si como tal. É impossível que um reino tenha dois soberanos supremos. Se Deus era realmente Deus, nesse caso só restava uma coisa para ele fazer – derrubar Lúcifer. Acreditamos, juntamente com muitos outros, que essa queda envolveu a transformação de Lúcifer em Satanás ou diabo; seus súditos, que se haviam aliados a ele, se transformaram em anjos caídos, demônios ou maus espíritos; e a terra na qual estava localizado o reino de Lúcifer tornou-se “...sem forma e vazia; havia trevas sobre a face do abismo...”
Isso explica grande desastre ou catástrofe que provavelmente teve lugar entre Gênesis 1:1 e 1:2, fazendo com que o globo terrestre em que agora vivemos se tornasse “arruinado” e “desolado”. Isso esclarece o motivo porque Satanás é o que ele é – o arqui-inimigo de Deus e dos homens. Isso explica o trabalho de malevolência do diabo contra Deus, e que pode ser verificado por todos os lugares, e que pode ser reconhecido por aqueles que estão bem informados pela Escrituras. Também explica a inimizade e a inveja de Satanás contra os homens, porque agora ocupam o reino que lhe pertencia, e do qual foi expulso. Isso explica porque Satanás procura, de todas as maneiras possíveis, governar as massas da terra e desejando que estas o sirvam e o adorem devotamente. Também explica a oferta do diabo a Jesus, de dar-lhe os reinos deste mundo, por ocasião de sua tentação (Mateus 4: 8,9); explica igualmente sua tentativa profetizada de derrubar a teocracia de Cristo, no fim do milênio (Apocalipse 20:7-10). Só há na verdadeira ciência para confirmá-la, através de exames como o carbono 14 e outros estudos arqueológicos que houve uma grande explosão no nosso planeta. Em muitas partes a terra trás evidências de um cataclisma de tremendas proporções e energia.
Acreditamos que as Escrituras ensinam três destruições universais da terra – cada qual sendo um julgamento da parte de Deus por causa do pecador. A primeira é pré-histórica, e teve entre o primeiro e o segundo versículos da Bíblia. Tal destruição sobreveio em resultado do pecado de Lúcifer. A segunda destruição foi levada a efeito pela água, nos dias de Noé. Isso foi resultado da “maldade”, da “violência”, da “corrupção” dos povos antes do dilúvio (Gênesis 6). A terceira destruição ainda jaz no futuro, e será levada a efeito pelo fogo (II Pedro 3: 4-10). Portanto, duas dessas destruições já são históricas, e uma ainda é profética – a primeira pela força, a segunda pela água e a terceira pelo fogo.


EU RESPONDI


Isaias 14:12
Primeiramente, tal como nas outras passagens, esta passagem que o senhor toma como base para falar de Satã está totalmente fora de seu contexto e está sendo usada de modo totalmente errado. Bispo, como podem tomar uma profecia clara de Deus direcionada explicitamente a uma pessoa e, então, dizer que ela é pra outra pessoa, de modo que, além de ignorar o que está explicito, acabam fazendo com essa interpretação que a profecia fique totalmente sem sentido em seu local?
O povo estava oprimido, massacrado pela Babilônia. Clamavam por perdão a Deus e por livramento daquele rei maldoso. Dessa forma, Deus diz ao profeta no verso 4: ‘Então proferirás este provérbio CONTRA O REI DA BABILONIA’. Se interpretamos que, de fato, era para o rei da Babilônia, então a palavra faz total sentido, pois era este homem que os estava matando e escravizando. Era o rei da Babilônia quem os maltratava, era dele que o povo queria libertação. Agora, estão esperando que Deus fale algo sobre esse rei, que sentido teria Deus dizer uma palavra contra ele sem, no entanto, querer, de fato, se referir a ele? A isso se soma o fato de que judeu nenhum tinha neste tempo esse conceito místico de muitos cristãos sobre o diabo.
Continuando, a profecia segue falando sobre o que este rei fazia e qual seria seu destino de morte. Isso é extremamente evidente. Mas, para somar a isso, para mostrar que Deus e nem o profeta e nem o povo pensavam no diabo, mas sim no rei da Babilonia, veja o verso 21-23, indo para a conclusão profética:
21 Preparai a matança para os seus filhos por causa da maldade de seus pais, para que não se levantem, e nem possuam a terra, e encham a face do mundo de cidades. 22 Porque me levantarei contra eles, diz o SENHOR dos Exércitos, e extirparei de babilônia o nome, e os sobreviventes, o filho e o neto, diz o SENHOR. 23 E farei dela uma possessão de ouriços e a lagoas de águas; e varrê-la-ei com vassoura de perdição, diz o SENHOR dos Exércitos.
Ora, é necessária mais clareza do que essa? Não está deveras evidente que a profecia era contra o rei da Babilonia, pondo fim ao seu reino? Que sentido faria qualquer outra interpretação. Deus está condenando o povo e seu rei por sua maldade, determinando sua extinção, o que, aliás, se cumpriu. Está tão claro que o verso 25 continua a profecia, mas agora direcionada a outro povo.
Sendo assim, Bispo, que Deus seja verdadeiro e o homem mentiroso. Deus não é de confusão. O homem que cria a confusão por querer botar na boca de Deus o que Deus não disse.
Eruditos Biblicos
Me questiono sobre esses tais ‘eruditos’. Que escola teológica eles seguem? Nunca vi um bom teólogo dizer essas tolices. Sempre vejo o mesmo seguimento dizer isso, sempre de vertentes pentecostais, as quais mistificam tudo, adulteram tudo, e tudo em nome da tradição.
O nome Lucifer
Esse nome não é bíblico. Esse nome surgiu da Vulgata. Não tem nada de original e nem autentico nele. Lucifer é invenção dos homens, tradição da cristandade.

Lucifer era o Querubim ungido
O texto que diz isso, não se refere a Satanás, mas se refere ao principe de Tiro. É o mesmo contexto do texto de Isaías. Deus está sendo irônico com o rei, proferindo sentença condenatória sobre ele por seus atos. A profecia, segundo Deus é contra o PRINCIPE DE TIRO (verso 2), diferentemente do que alguns postulam, dizendo ser contra Satanás. Isso é tão evidente porque Deus inicia sua condenação dizendo que ele se considerava Deus, mas não era NADA MAIS DO QUE HOMEM! A profecia, alem de explicitamente dizer que é para o chefe de Tiro, mostra claramente que era CONTRA UM HOMEM QUE SE ACHAVA DIVINO. Não fala nada sobre o capeta, o coisa-ruim como estão argumentando. A profecia segue falando da riqueza que o homem ajuntou. O diabo agora sai atrás de ouro? Fala dos comércios marítimos do rei, o qual é um fato histórico. O diabo não é marinheiro e nem dono de porto marítimo. O verso 7 diz que Deus traria nações estrangeiras contra ele que usariam a espada para quebrar a ‘moral’ do príncipe e sentencia a sua morte em meio às águas do mar. Que sentido teria dizer isso ao diabo? Que sentido faria essa profecia contra o diabo neste contexto em que Deus quis trazer alivio ao povo, dizendo a eles que o opressor morreria? E Deus continua dizendo que ele deixaria de ser tão soberbo, considerando-se um Deus quando seu algoz estivesse prestes a matá-lo (vs 9). Quem pensou em seu coração em ser Deus não foi Satanás, foi sim um homem tolo e leviano.

Após toda essa introdução profética da parte de Deus condenando e julgando o príncipe, Deus inicia outra profecia, onde irônica e simbolicamente o compara a um ser perfeito, que era o que o príncipe considerava ser. Deus o ironiza como alguém belo, puro, mas que foi se corrompendo e agora seria jogado por terra e seria morto.
O texto é claro como cristal, simples como 1+1. Infelizmente os homens, repito, botam palavras na boca de Deus para poder fundamentar suas crenças, lendas e tolices.

Lucifer era o soberano de um extenso império
Discordo. Todo o fundamento para isso vem dessas profecias totalmente descontextualizadas e deturpadas. Logo, não há fundamento algum para tal afirmação. Essa é uma premissa falsa.

Transformação do mundo com a ‘queda’ do diabo
Essa é outra premissa sem fundamento algum, oriunda apenas do ‘acha’, ‘penso que’. Não há fundamento para isso. A Bíblia não fala da origem de Satã e nem detalha muita coisa sobre ele.

Grande Explosão
Se houve, e que realmente parece ter havido, uma grande explosão, duvido muito que tenha sido a explosão de um espírito. Não consigo entender e nem imaginar um ser imaterial explodindo...! Para algo explodir aqui em nosso mundo, é preciso haver massa. Sinceramente, mais uma conjectura para fazer-se uma teologia do diabo (sobre o diabo, quero dizer).
E AGORA, QUEM É O DIABO?
Não sei. A Bíblia não diz. Mas, sei o que ele não é. Ele não é 99% do que se diz sobre ele. Não me refiro ao caráter, mas sim à origem, essência, etc. O diabo é opositor? Sim, é. Agora, se o Opositor, isto é, o Satanás, é todo aquele que se opõe à vontade soberana de Deus, tal como Pedro, o qual foi por um instante um Satanás, ou se o Satanás não é um esquema, um grupo, mas é sim um ser pessoal, pra mim tanto faz. O que eu sei, e bem sei, é que não há NENHUMA BRIGA ENTRE DEUS E O MAL, NENHUMAZINHA. NADA O MAL PODE SEM O QUERER DE DEUS. PODER NENHUM O MAL TEM SE DEUS NÃO O DER. LUTA ENTRE DEUS E O MAL? CERTAMENTE QUE NÃO, É O MESMO QUE O HOMEM TENTAR GOLPEAR O VENTO.
Por fim, entre a tradição e as Escrituras, fico com as Escrituras. Paulo ordenou conservarmos as boas tradições. Certamente que esse aí não é nenhum pouco boa, pois deturpa o que Deus disse.

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Do Livre-Arbitrio

O assunto de liberdade de escolha e o destino sempre foi um dos preferidos nas conversas teologicas, e não apenas no Cristianismo. Até mesmo as escolas filosóficas da antiguidade se viam nesse debate frequentemente. Não faz muito tempo que vi em um site de ceticismo (ou ateismo, nao me lembro) algo sobre o tema, onde defendiam, cientificamente, a ausencia de liberdade em nossas vontades.
De fato, até mesmo o mais ferrenho Calvinista, ou, digamos, eleicionista, compreende que há uma espécie de liberdade. A isso excetuo os ignorantes de plantão que tomam uma escola de pensamento como sua bandeira mas não conhecem nem de que material a bandeira é feita.
É como dentro da teologia algum defensor da liberdade da vontade dizer tolices a respeito da crença na predestinação. Sendo assim, me permitam fazer alguns considereções, dentro da minha visão, que é a eleicionista:

1 - Todo ser-humano é livre para escolher entre 'A' ou 'B'
Isso é fato, e é bem obvio. Você escolhe se quer ligar a tv ou não, escolhe se quer comer um pudim ou um sagu de sobre-mesa, escolhe se quer usar jeans ou uma bermuda. Enfim, escolhas estão aí para todos os lados. A própria dúvida é, em si, um sinal de escolha; e todos tem dúvidas.

2 - No entanto, se alguém professa a fé Cristã, compreende que o ser-humano é totalmente mal e depravado.
Sobre nossa natureza, nosso coração, o qual indica a vontade, a Bíblia Cristã expressa em diversos locais e com clareza que 'é mal todo designo do coração do homem'. Diz que 'de uma só vez todos se fizeram inúteis, que não há quem entenda, não há quem busque a Deus'. Diz que o homem é um ser que apenas pratica a maldade, isto porque sua natureza é assim. É de sua natureza pecar, errar. Tudo pode ser resumido com a expressao dada a nós, que diz que somos escravos do pecado.

3 - Sendo escravos do erro, nossas vontades são corrompidas.
Seguindo o raciocinio, tendo em mente que somos livres para escolher entre 'A' e 'B', mas sabedores que nossas vontades sao todas inclinadas ao mal, ao ponto de sermos chamados de escravos do pecado; fica evidente que nós estamos prezos a nós próprios, a algo interno em nossa mente que não nos dá total liberdade para decidirmos algo. Desta forma, quando vamos escolher algo, temos sempre intuitos errados e depravados, sendo sempre levados a escolher algo pela razão errada.

4 - Tendo as vontades corrompidas, não somos tão livres assim.
Como diz a ilustração, um urubu é livre para escolher comer uma carniça ou um bolo de glacê. No entanto, ele sempre vai escolher a carniça. Por que? Porque é de sua natureza comer carne pútrida, não faz parte dele um delicioso bolo de glacê. O mesmo vale para nós. Temos total liberdade para escolher entre diversas opções, mas, nós, por si próprios, somos como o urubu que vai sempre escolher a carniça. Nunca, absolutamente nunca escolhemos o que é bom, a não ser que o escolhamos pelas razões inadequadas.

5 - Se não temos liberdade para escolher algo sem sofrermos influência, então não temos livre-arbitrio, isto é, liberdade de vontade.
A conclusão é inevitável: não temos um arbitrio livre. Temos liberdade, mas não absolutamente livre. Nossa vontade é cerceada por limites em nossas próprias decisões. Pela lógica entendemos que:
A - Tem liberdade de vontade aquele que decide sem sofrer qualquer influência em sua decisão.
B - O homem sofre influência em suas decisões.
Então, conclui-se que o homem não tem liberdade de vontade.

Por fim, já disse o Apóstolo Paulo: Que homem miserável eu sou! O bem que quero fazer, não faço; mas, o mal que não quero fazer, esse faço. Isto porque já não sou eu quem o faz, mas o mal que habita em mim.

Liberdade? Apenas em Cristo, nunca em nós mesmos.

Bom resto de semana!